As regras que atrapalham

As regras que atrapalham

Quando ainda somos crianças passamos pela fantástica fase do aprendizado, um período em que estamos descobrindo o que é possível, provável, certo ou errado nesse mundão que colocaram diante de nossos olhos, tudo na base da tentativa e erro.

Um estudante de design que ainda não tem grande embasamento teórico recorre apenas ao seu bom senso, ao gosto ou não gosto. São criativos como uma criança, mesmo que o resultado de um trabalho seja de gosto duvidoso ou kitsch na maioria das vezes.

O estudante cedo ou tarde amadurece e vira um profissional. Devora dezenas de livros, começa a tomar certas decisões de acordo com esse novo aprendizado, desenvolve seu próprio método de criação e adquire um estilo.

Esta semana me deparei com um artigo chamado Life Below 600px que me fez repensar sobre um conceito que eu encarava como uma regra (colocar informação importante numa área que precise de scroll). Uma regra que já estava tão consolidada dentro do meu estilo, que eu esqueci que ela poderia ser quebrada em algum momento.

Gostei muito, porque me fez questionar sobre todos esses conceitos, teses e regrinhas que vemos serem repetidas exaustivamente em artigos e livros por aí. Acredito que regras são importantes, mas temos que lembrar qual o objetivo de cada regra existir e saber (ou procurar) quebrá-las sempre que necessário.

Não ter medo de errar

Tudo isso está relacionado com uma dificuldade em lidar com a frustração de errar antes de acertar e se manter em uma zona de conforto. E essas regras agem como bloqueios mentais para nossa criatividade.

E aí lembramos das crianças, que não tem regras, e tentamos perceber quão densa é essa grade que limitou nossa criatividade e nos separa de nossa infância.

Será tarde demais?

Convido você a revisitar seus conceitos, assim como eu estou fazendo. Vamos errar primeiro e lembrar das regras depois, isso pode render novos e bons frutos. Que tal?