GRAVIDEZ E DEPRESSÃO PÓS PARTO
Durante a gestação é comum encontrarmos pacientes com dificuldades em compreender as mudanças que ocorrem e também em lidar com as responsabilidades que terá de assumir. Porém, não são apenas reflexões e incertezas que está exposta, durante a gestação notamos um aumento das tensões e muitas dificuldades em lidar com essas incertezas.
O nascimento de um bebê, principalmente do primeiro filho, tem sido considerado por muitos autores como um evento propício ao surgimento de problemas emocionais nos pais, como depressões, psicoses pós-parto e manifestações psicossomáticas (Klaus et al., 2000; Maldonado, 1990).
A depressão geralmente associada ao nascimento de um bebê refere-se a um conjunto de sintomas que iniciam entre a quarta e oitava semana após o parto, atingindo de 10 a 15% das mulheres.
Esses sintomas incluem: irritabilidade, choro freqüente, sentimentos de desamparo e desesperança, falta de energia e motivação, desinteresse sexual, transtornos alimentares e do sono, a sensação de ser incapaz de lidar com novas situações, bem como queixas psicossomáticas (Klaus et al., 2000).
Os distúrbios do humor que caracterizam o período pós-parto incluem também a melancolia da maternidade (baby blues) e as psicoses puerperais (Souza, Burtet, & Busnello, 1997).
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